EDITORIAL


“Inferno da atividade humana,
que se eletriza,
cinemiza, automobiliza”
(Quotodidianas e Quotidianas-Kodak por  Pedro Kilkerry, Bahia, 1913).

KINODIGITAL - Revista eletrônica de cinema & audiovisual - 1ª. Edição - aborda no seu conjunto de trabalhos o tema: Cinema no Vestibular da UFBA, 2007. Na efetivação desse nosso projeto, contamos com a participação efetiva da Coordenação e dos docentes do Curso de Cinema e Vídeo da Faculdade de Ciências e Tecnologia - FTC -, André França, Adriana Telles, Adriano Oliveira, Cláudio Pereira, Marcos Pierry e Marise Berta (coordenadora do curso); do engajamento dos professores Fernando da Conceição e Umbelino Brasil da Faculdade de Comunicação, de Antônio Câmara e Jorge Novoa da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA. Imprescindível, na concretização da concepção da nossa idéia, o apoio técnico de Conceição Miranda na organização das exibições realizadas na Sala Alexandre Robatto do Departamento de Imagem e Som – DIMAS - da Fundação Cultural do Estado da Bahia, entre os meses de agosto e novembro de 2006.

O corpo docente, aqui, apresentado trafega no campo teórico do cinema, aqueles que a ele estão dedicados profissionalmente, e os que nele se agregaram oriundos de outras áreas. Por isso, prevalecem nos comentários críticos feitos especialmente para a Kinodigital, uma heterogênea observação sobre os filmes comentados por Adriano Oliveira, AI – Inteligência  Artificial, (Steven Spielberg, AI. Artificial Intelligence, EUA, 2001); por Cláudio Pereira, Auto da Compadecida, (Guel Arraes, Brasil, 2000); por Marise Berta, Baile Perfumado, (Paulo Caldas e Lírio Ferreira, Brasil, 1999); por Adriana Telles, Central do Brasil,(Walter Salles, Brasil 1998); por Marcos Pierry, Cidade de Deus, (Fernando Meirelles, Brasil 2002); por Fernando Conceição, Concorrência Desleal, (Ettore Scola, Concorrenza Sleale, Itália, 2001); por Umbelino Brasil, Deus e o diabo na terra do sol, (Glauber Rocha, Brasil, 1964); por André França, Liam, (Liam, Stephen Frears, Reino Unido, Alemanha e França, 2000; por Antônio Câmara, Memórias póstumas de Brás Cubas (André Klotzel, Brasil, 2001) e por Jorge Novoa, Tiros em Columbine (Michael Moore, Bowling for Columbine, EUA. 2002).

A múltipla condição dos nossos interlocutores, aparentemente desigual, possibilita apresentar um diferencial na estrutura no eixo temático, mas proporciona, também, e põe ao alcance do leitor um olhar para o qual os filmes criticados possam ser enxergados por caminhos diversos, e com muita propriedade os artigos tratam de questões objetivas e subjetivas inerentes ao próprio objeto fílmico, porém extrapolando a sua propriedade, suscitando e ampliando os conteúdos analisados, apontando em outras direções, além da cinematográfica, como da história, da política, da antropologia, da sociologia, e da psicologia.

Sem dúvida, esse estado de coisas enriquece a discussão dos filmes exibidos e debatidos, e com isso esperemos atender ao nosso objetivo especifico que é o de proporcionar aos candidatos do vestibular um vasto material que sirva de fundamentos para serem redimensionados.

Por outro lado, é nosso anseio não ficarmos restritos a um único público, o vestibulando. Aguardamos, com certa ansiedade, porquê não expressa-lá, atingir a mais ampla e difusa coletividade nessa e nas futuras edições, já que a nossa meta é a de estender a ótica do cinema ao infinito digitalizado.